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quinta-feira, 28 de maio de 2009

MILAGRES DE JESUS

MILAGRES DE JESUS

01- Transformação de Água em Vinho
João 2.1-11
02 - Cura do filho do Oficial
João 4.46-54
03 - Cura do paralítico de Betesda
João 5.1-9
04 - Primeira Pesca
Lucas 5.1-11
05 - Libertação do Endemoninhado
Marcos 1.23-28; Lucas 4.31-36
06 - Cura da sogra de Pedro
Mateus 8.14,15; Marcos 1.29-31; Lucas 4.38,39
07 - Purificação do leproso
Mateus 8.2-4; Marcos 1.40-45; Lucas 5.12-16
08 - Cura do paralítico
Mateus 9.2-8; Marcos 2.3-12; Lucas 5.18-26
09 - Cura da mão ressequida
Mateus 12.9-13; Marcos 3.1-5; Lucas 6.6-10
10 - Cura do criado do centurião
Mateus 8.5-13; Lucas 7.1-10
11 - Ressurreição do filho da viúva de Naim
Lucas 7.11-15
12 - Cura de um endemoninhado mudo
Mateus 12.22 e Lucas 11.14
13 - Acalma a tempestade
Mateus 8.18,23-27; Marcos 4.35-41; Lucas 8.22-25
14 - Cura do endemoninhado geraseno
Mateus 8.28-33; Marcos 5.1-14; Lucas 8.26-39
15 - Cura da mulher enferma
Mateus 9.20-22; Marcos 5.25-34; Lucas 8.43-48
16 - Ressurreição da filha de Jaíro
Mateus 9.18, 23-26; Marcos 5.22-24, 35-43; Lucas 8.41,42,49-56
17 - Cura de dois cegos
Mateus 9.27-31
18 - Cura do mudo endemoninhado
Mateus 9.32,33
19 - Primeira multiplicação de pães
Mateus 14.14-21; Marcos 6.34-44; Lucas 9.12-17; João 6.5-13
20 - Anda sobre as águas
Mateus 14.24-33; Marcos 6.45-52; João 6.16-21
21 - Cura da filha da Cananéia
Mateus 15.21-28; Marcos 7.24-30
22 - Cura de um surdo e gago
Marcos 7.31-37
23 - Segunda multiplicação de pães
Mateus 15.32-39; Marcos 8.1-9
24 - Cura do cego de Betsaida
Marcos 8.22-26
25 - Cura do jovem possesso
Mateus 17.14-18; Marcos 9.14-29; Lucas 9.38-42
26 - Pagamento do Imposto
Mateus 17.24-27
27 - Cura de um cego
João 9.1-7
28 - Cura de uma mulher enferma
Lucas 13.10-17
29 - Cura de um hidrópico
Lucas 14.1-6
30 - Ressurreição de Lázaro
João 11.17-44
31 - Cura dos leprosos
Lucas 17.11-19
32 - Cura do cego Bartimeu
Mateus 20.29-34; Marcos 10.46-52; Lucas 18.35-43
33 - A figueira é amaldiçoada
Mateus 21.18,19; Marcos 11.12-14
34 - Restauração da orelha de Malco
Lucas 22.49-51; João 18.10
35 - Segunda grande pesca
João 21.1-11

DOUTRINA DO PECADO

DOUTRINA DO PECADO
(hamartiologia)

I. A ORIGEM DO PECADOA

Em Relação a DeusDeus não pode pecar, e no entanto o plano de Deus “precisaria” ter incluído a permissão para a entrada do pecado no mundo, já que desde a eternidade incluía um Salvador.B) Em Relação a SatanásO pecado foi achado em satanás (Ez 28.15). Esta afirmação é o mais próximo que a Bíblia chega de uma indicação da origem do pecado.C) Em Relação a AnjosAlguns deles seguiram a satanás em seu pecado.D) Em Relação ao HomemO pecado originou-se no Éden.
II. A DEFINIÇÃO DE PECADOA

O Pecado é uma ilusão:Esta idéia (errônea) assume vária formas de expressão; e.g., nossa falta de conhecimento é a razão pela qual temos a ilusão do pecado; ou, quando a evolução tiver tido tempo suficiente para nos ajudar a progredir, a ilusão do pecado desaparecerá.B) O Pecado é o eterno princípio do dualismo:Sendo o Mal uma entidade externa a Deus é independente dEle.C) O Pecado é o egoísmo:Esta é a definição ouvida com maior freqüência. É bíblica mas incompleta e insuficiente.D) O Pecado é a violação da Lei:Esta definição também é bíblica mas insuficiente, a não ser que o conceito de lei seja estendido de modo a compreender todo o caráter de Deus.E) O Pecado é qualquer coisa contrária ao Caráter de Deus.

III. PECADO PESSOALA

Significado:O pecado é cometido por indivíduos. Podem ser pecados deliberados ou pecados por ignorância. Errar o alvo também implica atingir o alvo errado.B) Penalidade:Perda de comunhão.C) Remédio:
Perdão - Retira a culpa produzida pelo pecado.Justificação - Declaração da atribuição da justiça de Cristo ao pecador que crê e é perdoado.

IV. A NATUREZA PECAMINOSA

Significado:A Natureza pecaminosa é a capacidade e inclinação humana para fazer tudo aquilo que nos torna reprováveis aos olhos de Deus.B) Passagens Bíblicas relacionadas:2Co 4.4; Ef 4.18; Rm 1.18- 3.20C) Resultado da natureza pecaminosa:
Depravação total (Absoluta falta de mérito do homem perante Deus)Morte Espiritual.
D) Transmissão da natureza pecaminosa:Dos pais para os filhos (Sl 51.5).E) Remédio:
Redenção, que nos concede nova natureza (regeneração) e uma nova capacidade de servir a Cristo.O Poder do Espírito que habita no crente para dar vitória sobre a natureza pecaminosa, que já foi julgada.
V. PECADO IMPUTADOA) Significado:O resultado da participação de cada homem no pecado original de Adão.B) Texto-chave:Romanos 5.12 - Toda a humanidade estava em Adão, participando de seu pecado e assumindo a culpa resultante dele.C) Transmissão do pecado imputado:Transmitido diretamente de Adão a cada membro da raça.D) Penalidade:Morte física.E) Remédio:A Justiça imputada de Cristo (2Co 5.21).

VI. O PECADO NA VIDA DO CRENTEA

O fato do pecado na vida do crente:1 João 1.8-10B) O padrão para o crente:Andar na Luz ( 1Jo 1.7)C) A prevenção do pecado na vida do crente:
Através da Palavra de Deus (Sl 119.11)A intercessão de Cristo ( Jo 17.15)O Espírito Santo que habita nele (Jo 7.37-39)
D) Penalidades do pecado na vida do crente:
Perda de comunhão (1Jo 1.6)Exclusão da Instituição religiosa (1 Co 5.4,5)Disciplina de Deus (Hb 12.6)Às vezes morte física (1Co 11.30)
E) O remédio para o pecado na vida do crente:Confissão (1Jo 1.9)
Transcrito de “ A Biblia Anotada”
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DOUTRINA DO HOMEM

DOUTRINA DO HOMEM
(Antropologia)


I. A ORIGEM DO HOMEM
A) Tipos de teorias evolucionistas:

Evolução ateísta - Vê a geração espontânea como a causa original.
Evolução teísta - Vê um poder divino como a causa original e a força diretriz.

Ambas podem incluir variações acidentais, seleção natural e transmissibilidade de características adquiridas.
B) Criacionismo:

A evidência da revelação bíblica - a– Extensão da evidência. Embora a Bíblia não seja um livro de ciência, sempre que menciona um fato cientifico registra-o sem erro. b– Autoridade da evidência. Tudo que a Bíblia apresenta como verdade tem autoridade divina.
Os fatos da evidência - a– Bara’ é usado em Gn 1.1, 21, 27 b– A palavra dia é usada em relação ao nosso atual período de 24 horas, e é usada também para período mais longos de tempo. c– A criação é apresentada como fato histórico em muitos lugares das Escrituras (Ex 20; Sl 8; Mt 19; Hb 4). d– O começo do primeiro dia ocorre em Gn 1.3. O versículo 2 pode envolver um enorme período de tempo. e– As eras geológicas podem ter ocorridos devido a uma catástrofe (relacionada ou não à queda de satanás) depois da criação inicial, ou podem ter sido causadas pelo dilúvio.

II. A PARTE MATERIAL DO HOMEM (CORPO)
A) Sua criação:
Gênesis 2.7 e 3.19
B) Suas designações:

Corpo Mt 6.22
Carne Gl 2.20
Corpo de humilhação Fp 3.21
Vaso de barro 2Co 4.7
Templo do Espírito Santo 1Co 6.19

C) Seu futuro:
Todos os homens serão ressuscitados dos mortos (Jo 5.28,29). Os não-redimidos serão ressuscitados para uma existência eterna no lago de fogo (Ap 20.12,15), e os remidos, no céu.

III. A PARTE IMATERIAL DO HOMEM (ALMA E ESPÍRITO)
A) Sua origem:
Gn 2.7
B) Sua característica:
“Imagem e semelhança de Deus”. O estado original de Adão era de santidade recebida mas não confirmada. Ele perdeu este estado com a queda, mas o homem ainda retém vestígios da imagem e semelhança de Deus. (1Co 11.7; Tg 3.9)
C) A transmissão da parte imaterial do homem:

Teoria da pré-existência. As almas de todos os homens foram criadas por Deus no início do universo e são individualmente encerradas em corpos.
Criacionismo. A alma do homem é criada por Deus quando seu corpo nasce.
Traducianismo. A alma é transmitida por geração natural, tal como o corpo.

D) As facetas da parte imaterial do homem:

Alma. A alma diz respeito à vida pessoal, ao indivíduo. Tem emoções (Jr 31.25) e guerreia contra as paixões da carne (1Pe 2.11).
Espírito. Este termo é relacionado aos aspectos mais elevados do homem (Rm 8.16). Todos os homens têm espírito (1Co 2.11). O espírito também pode ser corrompido ( 2Co 7.1). Embora haja distinção entre alma e espírito, ambos são facetas da parte imaterial do homem.
Coração. O coração é o conceito mais amplo de todas as facetas da parte imaterial do homem. E a sede da vida intelectual, emocional, volitiva e espiritual do homem (Hb 4.12; 4.7; Mt 22.37)
Consciência. A consciência é uma testemunha interior que foi afetada pela Queda mas que, apesar disso, pode ser um guia seguro ocasionalmente (1Pe 2.19; Hb 10.22)
Mente. A mente é aquela faceta imaterial do homem na qual está centralizado o entendimento. A mente foi afetada pela queda mas pode ser renovada em Cristo (Rm 12.2).
Carne. Quando o termo carne significa natureza pecaminosa, refere-se também a um aspecto da natureza imaterial do homem. É completamente corrupta e não pode ser renovada, mas será erradicada na morte.

IV. A QUEDA DO HOMEM
A) Atitudes para com Gênesis 3:

O ponto de vista liberal. Uma lenda, um quadro geral de religião e moral à luz de um período posterior.
O ponto de vista neo-ortodoxo. Mito, história primitiva, supra-história ou “mito verdadeiro”. Os barthianos consideram o relato não histórico mas sua realidade espiritual verdadeira; i.e., verdade sem fato (se isto for possível)

B) Prova:
A proibição de comer do fruto da árvore do conhecimento do bem e do mal era, em última instância, uma prova de obediência à vontade revelada de Deus.
C) A queda:

Em primeiro lugar, satanás tentou fazer com que Eva duvidasse da bondade de Deus porque Ele lhes vedara acesso a uma árvore (Gn 3.1, “toda”).
Depois, satanás ofereceu a Eva um plano substituto, que permitia comer do fruto sem sofrer a penalidade (vv. 4,5).
Eva justificou antecipadamente seu ato de comer o fruto (v. 6).
Por fim, Eva comeu e Adão a seguiu.

D) As penalidades:

Sobre a serpente. Gn 3.14
Sobre satanás. V.15 a– Inimizade entre as hostes do mal e a descendência da mulher. b– satanás teria permissão de infligir a Cristo uma ferida dolorosa mas não fatal (calcanhar). c– satanás receberia uma ferida fatal (cabeça).
Sobre Eva e as mulheres. V. 16 a- Dor na concepção. b– Submissão ao marido.
Sobre Adão e os homens. Vv.17-19 a– Maldição sobre o solo. b– Cansaço e fadiga no trabalho.
Sobre a raça. Vv. 20-24 a– Comunhão com Deus quebrada. b– Morte física. c– Expulsão do Éden.

Transcrito de “A Bíblia Anotada”

quarta-feira, 27 de maio de 2009

BIBLIA

INSPIRADA POR DEUS
Esta palavra deriva-se de in spiro, "soprar para dentro, insuflar", aplicando-se na Escritura não só a Deus, como Autor da inteligência do homem (Jó 32.8), mas também à própria Escritura, como "inspirada por Deus" (2Tm 3.16). Nesta última passagem claramente se acha designada uma certa ação de Deus, com o fim de transmitir ao homem os Seus pensamentos. Ainda que se fale primeiramente de inspiração no AT, pode o termo retamente aplicar-se ao NT, como sendo este livro considerado também como Escritura. A palavra, significando "sopro de Deus", indica aquela primária e fundamental qualidade que dá à Escritura o seu caráter de autoridade sobre a vida espiritual, e torna as suas lições proveitosas nos vários aspectos da necessidade humana. O que é a inspiração, pode melhor inferir-se da própria reivindicação da Escritura. Os profetas do AT afirmam falar segundo a mensagem que Deus lhes deu. O NT requer para o AT esta qualidade de autoridade divina. De harmonia com isto, fala-se em toda parte da Escritura, como sendo a "Palavra de Deus". Tais designações como "as Escrituras" e "os oráculos de Deus" (Rm 3.2). havendo também frases como estas - "esta escrito" - claramente mostram a sua proveniência divina. Além disso, são atribuídas as palavras da Escritura a Deus como seu Autor (Mt 1.22; At 13.34), ou ao Espírito Santo (At 1.16; Hb 3.7); e a respeito dos escritores se diz que eles falavam pelo Espírito Santo (mt 2.15). E deste modo as própria palavras da Escritura são considerada de autoridade divina (Jo 10.34,35; Gl 34.16), e as suas doutrinas são designadas para a direção espiritual e temporal da humanidade em todos os tempos (Rm 15.4; 2Tm 3.16). O apóstolo Paulo reclama para as suas palavras uma autoridade igual à do AT como vindas de Deus; e semelhante coloca a sua mensagem ao nível das mais antigas Escrituras. A garantia de ter esta doutrina da Sagrada Escrituras autoridade divina está no ensinamento a respeito do ES, que foi prometido aos discípulos de Cristo como seu Mestre e Guia (Jo 14.26; 16.13). É melhor usar o termo "revelação" quando se tratar, propriamente, da matéria da mensagem, e a palavra "inspiração" quando quisermos falar do método pelo qual foi revelada a mensagem. Por inspiração da Escritura nós compreendemos a comunicação da verdade divina, que de certo modo é única em grau e qualidade. Como os apóstolos eram inspirados para ensinar de viva voz, não podemos pensar que não tivessem sido inspirados quando tinham de escrever. Por conseqüência, podemos considerar a inspiração como especial dom do Espírito Santo, pelo qual os profetas do AT, e os apóstolos e seus companheiros no NT, transmitiram a revelação de Deus, como eles a receberam. É claro o fato de uma única inspiração das Escrituras. Mas até onde se estende esta inspiração? Revelação é a manifestação dos pensamentos de Deus para a direção da vida do homem. Se a vontade divina tem de ser conhecida, e transmitida às gerações, deve ser corporificada em palavras; e para se estar certo dos pensamentos, é preciso que estejamos certos das palavras. A inspiração deve, portanto, estender-se à linguagem. Em 2Pe 1.21, os homens, e em 2Tm 3.16, a Escritura, diz-se serem inspirados; na verdade, não poderíamos ficar satisfeitos, considerando inspirados os homens, e não os seus escritos, porque a inspiração pessoal deve, necessariamente, exprimir-se pela escrita, se é certo que tem de perpetuar-se. A vida estender-se por toda parte do corpo, e não podemos realmente fazer distinção entre o espírito e a forma, entre a substância e o molde. Todavia, a expressão "inspiração verbal" precisa ser cuidadosamente determinada contra qualquer noção errônea. A possibilidade de haver má compreensão faz que muitos cristãos prefiram a frase "inspiração plenária". A inspiração verbal não significa um ditado mecânico, como se os escritores fossem instrumentos meramente passivos: ditar não é inspirar. A inspiração verbal estabelece até que ponto vai a inspiração, estendendo-se tanto à forma como à substância. Diz-nos o "que é", e não "como é", não nos sendo explicado o método da operação do Espírito Santo, mas somente nos é dado conhecer o resultado. Deus fez uso das características natural de cada escritor, e por um ato especial do Espírito Santo, habilitou-os a comunicar ao homem, por meio da escrita, a Sua divina vontade. Observa-se esta associação do divino e do humano nas passagens como estas: Mt 1.22; 2.15; At 1.16; 3.18; 4.25. A operação do ES junta-se com a atividade mental do escritor, operando por meio dele e guiando-o. Ainda que não saibamos explicar o modo de tal operação, conhecemos os seus resultados. Certamente esta maneira de ver a respeito da inspiração refere-se somente aos escritos, como eles saíram das mãos dos escritores originais. Os manuscritos originais não foram preservados e por isso precisamos do auxílio de um minucioso criticismo textual de tal maneira que possamos aproximar-nos tanto quanto possível do tempo e das circunstância dos autógrafos. Esta maneira de compreender a inspiração pode ser justificada pelas seguintes considerações: a) O uso atual da Bíblia, na vida e obra da Igreja cristã, sendo acentuada a sua autoridade no ensinamento verbal. b) Uma ponderada e sábia exegese em todos os tempos mas especialmente em nossos dias. c) O recurso à Bíblia em todos os assuntos de controvérsia. d) A crença sobre este ponto nos tempos apostólicos e sub-apostólicos. e) O uso do AT pelos escritores do NT, notando-se 284 citações, e frases como "está escrito". f) Jesus Cristo acha apoio no NT para suas considerações, como em Jo 10.30-36.g) Os profetas e os apóstolos consideravam-se homens inspirados (2Sm 23.2; Jr 36.4-8; 1Co 2.13; 14.37). É impossível limitar a inspiração à doutrina, e considerar a história como sujeita a circunstâncias comuns, pois que doutrina e história estão unidas de tal modo que não podem separar-se. A própria revelação de Cristo é a de uma pessoa histórica, sendo inseparável os fatos e as doutrinas que lhe dizem respeito. E diz o NT que a história do AT é inspirada e escrita pra nossa instrução (Rm 4.23,24; 15.4; 1Co 10.6,11).Sendo a Bíblia uma autoridade para nós, assim a devemos considerar, seja qual tenha sido o método da inspiração: porquanto o valor da autoridade realmente independente de todas as particularidades sobre o modo como foi inspirada. É auxiliado o estudo da inspiração pela analogia entre o Verbo encarnado e a Palavra escrita: ambos são divinos, e também são humanos, embora, em cada caso, é impossível dizer onde termina o divino e começa o humano. Ambos os elementos ali estão, reais e inseparáveis, de maneira que, quer se trate de Cristo ou da Bíblia, podemos dizer que tudo é perfeitamente humano e tudo é absolutamente divino.
Fonte: Dicionário Bíblico Universal - p. 198

ARQUIOLOGIA BIBLICA

ARQUEOLOGIA BÍBLICA

A Natureza e o Propósito da Arqueologia Bíblica.A palavra arqueologia vem de duas palavras gregas, archaios e logos, que significam literalmente “um estudo das coisas antigas”. No entanto, o termo se aplica, hoje, ao estudo de materiais escavados pertencentes a eras anteriores. A arqueologia bíblica pode ser definida como um exame de artefatos antigos outrora perdidos e hoje recuperados e que se relacionam ao estudo das Escrituras e à caracterização da vida nos tempos bíblicos.A arqueologia é basicamente uma ciência. O conhecimento neste campo se obtém pela observação e estudo sistemáticos, e os fatos descobertos são avaliados e classificados num conjunto organizado de informações. A arqueologia é também uma ciência composta, pois busca auxílio em muitas outras ciências, tais como a química, a antropologia e a zoologia.Naturalmente, alguns objetos de investigação arqueológica (tais como obeliscos, tempos egípcios e o Partenon em Atenas) jamais foram “perdidos”, mas talvez algum conhecimento de sua forma e/ou propósito originais, bem como o significado de inscrições neles encontradas, tenha se perdido.
Funções da Arqueologia BíblicaA arqueologia auxilia-nos a compreender a Bíblia. Ela revela como era a vida nos tempos bíblicos, o que passagens obscuras da Bíblia realmente significam, e como as narrativas históricas e os contextos bíblicos devem ser entendidos.A Arqueoloia também ajuda a confirmar a exatidão de textos bíblicos e o conteúdo das Escrituras. Ela tem mostrado a falsidade de algumas teorias de interpretação da Bíblia. Tem auxiliado a estabelecer a exatidão dos originais gregos e hebraicos e a demonstrar que o texto bíblico foi transmitido com um alto grau de exatidão. Tem confirmado também a exatidão de muitas passagens das Escrituras, como, por exemplo, afirmações sobre numerosos reis e toda a narrativa dos patriarcas.Não se deve ser dogmático, todavia, em declarações sobre as confirmações da arqueologia, pois ela também cria vários problemas para o estudante da Bíblia. Por exemplo: relatos recuperados na Babilônia e na Suméria descrevendo a criação e o dilúvio de modo notavelmente semelhante ao relato bíblico deixaram perplexos os eruditos bíblicos. Há ainda o problema de interpretar o relacionamento entre os textos recuperados em Ras Shamra (uma localidade na Síria) e o Código Mosaico. Pode-se, todavia, confiantemente crer que respostas a tais problemas virão com o tempo. Até o presente não houve um caso sequer em que a arqueologia tenha demonstrado definitiva e conclusivamente que a Bíblia estivesse errada!
Por Que Antigas Cidades e Civilizações DesapareceramSabemos que muitas civilizações e cidades antigas desapareceram como resultado do julgamento de Deus. A Bíblia está repleta de tais indicações. Algumas explicações naturais, todavia, também devem ser brevemente observadas.As cidades eram geralmente construídas em lugares de fácil defesa, onde houvesse boa quantidade de água e próximo a rotas comerciais importantes. Tais lugares eram extremamente raros no Oriente Médio antigo. Assim, se alguma catástrofe produzisse a destruição de uma cidade, a tendência era reconstruir na mesma localidade. Uma cidade podia ser amplamente destruída por um terremoto ou por uma invasão. Fome ou pestes podiam despovoar completamente uma cidade ou território. Nesta última circunstância, os habitantes poderiam concluir que os deuses haviam lançado sobre o local uma maldição, ficando assim temerosos de voltar. Os locais de cidades abandonadas reduziam-se rapidamente a ruínas. E quando os antigos habitantes voltavam, ou novos moradores chegavam à região, o hábito normal era simplesmente aplainar as ruínas e construir uma nova cidade. Formava-se, assim, pequenos morros ou taludes, chamados de tell, com muitas camadas superpostas de habitação. Às vezes, o suprimento de água se esgotava, rios mudavam de curso, vias comerciais eram redirecionadas ou os ventos da política sopravam noutra direção - o que resultava no permanente abandono de um local.
A Escavação de um Sítio ArqueológicoO arqueólogo bíblico pode ser dedicar à escavação de um sítio arqueológico por várias razões. Se o talude que ele for estudar reconhecidamente cobrir uma localidade bíblica, ele provavelmente procurará descobrir as camadas de ocupações relevantes à narrativa bíblica. Ele pode estar procurando uma cidade que se sabe ter existido mas ainda não foi positivamente identificada. Talvez procure resolver dúvidas relacionadas à proposta identificação de um sítio arqueológico. Possivelmente estará procurando informações concernentes a personagens ou fatos da história bíblica que ajudarão a esclarecer a narrativa bíblica.Uma vez que o escavador tenha escolhido o local de sua busca, e tenha feito os acordos necessários (incluindo permissões governamentais, financiamento, equipamento e pessoal), ele estará pronto para começar a operação. Uma exploração cuidadosa da superfície é normalmente realizada em primeiro lugar, visando saber o que for possível através de pedaços de cerâmica ou outros artefatos nela encontrados, verificar se certa configuração de solo denota a presença dos resto de alguma edificação, ou descobrir algo da história daquele local. Faz-se, sem seguida, uma mapa do contorno do talude e escolhe-se o setor (ou setores) a ser (em) escavado (s) durante uma sessão de escavações. Esses setores são geralmente divididos em subsetores de um metro quadrado para facilitar a rotulação das descobertas.
A Arqueologia e o Texto da BíbliaEmbora a maioria das pessoas pense em grandes monumentos e peças de museu e em grandes feitos de reis antigos quando se faz menção da arqueologia bíblica, cresce o conhecimento de que inscrições e manuscritos também têm uma importante contribuição ao estudo da Bíblia. Embora no passado a maior parte do trabalho arqueológico estivesse voltada para a história bíblica, hoje ela se volta crescentemente para o texto da Bíblia.O estudo intensivo de mais de 3.000 manuscritos do N.T. grego, datados do segundo século da era cristão em diante, tem demonstrado que o N.T. foi notavelmente bem preservado em sua transmissão desde o terceiro século até agora. Nem uma doutrina foi pervertida. Westcott e Hort concluíram que apenas uma palavra em cada mil do N.T. em grego possui uma dúvida quanto à sua genuinidade.Uma coisa é provar que o texto do N.T. foi notavelmente preservado a partir do segundo e terceiro séculos; coisa bem diferente é demonstrar que os evangelhos, por exemplo, não evoluíram até sua forma presente ao longo dos primeiros séculos da era cristã, ou que Cristo não foi gradativamente divinizado pela lenda cristã. Na virada do século XX uma nova ciência surgiu e ajudou a provar que nem os Evangelhos e nem a visão cristã de Cristo sofreram evoluções até chegarem à sua forma atual. B. P. Grenfell e A. S. Hunt realizaram escavações no distrito de Fayun, no Egito (1896-1906), e descobriram grandes quantidades de papiros, dando início à ciência da papirologia.Os papiros, escritos numa espécie de papel grosseiro feito com as fibras de juncos do Egito, incluíam uma grande variedade de tópicos apresentados em várias línguas. O número de fragmentos de manuscritos que contêm porções do N.T. chega hoje a 77 papiros. Esses fragmentos ajudam a confirmar o texto feral encontrado nos manuscritos maiores, feitos de pergaminho, datados do quarto século em diante, ajudando assim a forma uma ponte mais confiável entre os manuscritos mais recentes e os originais.
O impacto da papirologia sobre os estudos bíblicos foi fenomenal. Muitos desses papiros datam dos primeiros três séculos da era cristã. Assim, é possível estabelecer o desenvolvimento da gramática nesse período, e, com base no argumento da gramática histórica, datar a composição dos livros do N.T. no primeiro século da era cristã. Na verdade, um fragmento do Evangelho de João encontrado no Egito pode ser paleograficamente datado de aproximadamente 125 AD! Descontado um certo tempo para o livro entrar em circulação, deve-se atribuir ao quarto Evangelho uma data próxima do fim do primeiro século - é exatamente isso que a tradição cristã conservadora tem atribuído a ele. Ninguém duvida que os outros três Evangelhos são um pouco anteriores ao de João. Se os livros do N.T. foram produzidos durante o primeiro século, foram escrito bem próximo dos eventos que registram e não houve tempo de ocorrer qualquer desenvolvimento evolutivo.
Todavia, a contribuição dessa massa de papiros de todo tipo não pára aí. Eles demonstram que o grego do N.T. não era um tipo de linguagem inventada pelos seus autores, como se pensava antes. Ao contrário, era, de modo geral, a língua do povo dos primeiros séculos da era cristã. Menos de 50 palavras em todo o N.T. foram cunhadas pelo apóstolos. Além disso, os papiros demonstraram que a gramática do N.T. grego era de boa qualidade, se julgada pelos padrões gramaticais do primeiro século, não pelos do período clássico da língua grega. Além do mais, os papiros gregos não-bíblicos ajudaram a esclarecer o significado de palavras bíblicas cujas compreensão ainda era duvidosa, e lançaram nova luz sobre outras que já eram bem entendidas.
Até recentemente, o manuscrito hebraico do A.T. de tamanho considerável mais antigo era datado aproximadamente do ano 900 da era cristã, e o A.T. completo era cerca de um século mais recente. Então, no outono de 1948, os mundos religioso e acadêmico foram sacudidos com o anúncio de que um antigo manuscrito de Isaías fora encontrado numa caverna próxima à extremidade noroeste do mar Morto. Desde então um total de 11 cavernas da região têm cedido ao mundo os seus tesouros de rolos e fragmentos. Dezenas de milhares de fragmentos de couro e alguns de papiro forma ali recuperado. Embora a maior parte do material seja extrabíblico, cerva de cem manuscritos (em sua maioria parciais) contêm porções das Escrituras. Até aqui, todos os livros do A.T., exceto Éster, estão representados nas descobertas. Como se poderia esperar, fragmentos dos livros mais freqüentemente citados no N.T. também são mais comuns em Qumran (o local das descobertas). Esses livros são Deuteronômio, Isaías e Salmos. Os rolos de livros bíblicos que ficaram melhor preservados e têm maior extensão são dois de Isaías, um de Salmos e um de Levítico.
O significado dos Manuscritos do Mar Morto é tremendo. Eles fizeram recuar em mais de mil anos a história do texto do A.T. (depois de muito debate, a data dos manuscritos de Qumran foi estabelecida como os primeiros séculos AC e AD). Eles oferecem abundante material crítico para pesquisa no A.T., comparável ao de que já dispunham há muito tempo os estudiosos do N.T. Além disso, os Manuscritos do Mar Morto oferecem um referencial mais adequado para o N.T., demonstrando, por exemplo, que o Evangelho de João foi escrito dentro de um contexto essencialmente judaico, e não grego, como era freqüentemente postulado pelos estudiosos. E ainda, ajudaram a confirma a exatidão do texto do A.T. A Septuaginta, comprovaram os Manuscritos do Mar Morto, é bem mais exata do que comumente se pensa. Por fim, os rolos de Qumran nos ofereceram novo material para auxiliar na determinação do sentido de certas palavras hebraicas.
fonte: Adaptado do Artigo “Archeology” de Howard F. Vos, publicado no Wycliffe Bible CommentaryTranscrito de “ A Bíblia Anotada”